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Pequeno apontamento sobre Linguagem e Ideologia ou Como uma redação no Enem incomoda tanta gente?

Apesar da sociedade brasileira caminhar cada vez mais rumo a um utilitarismo sem fim – e quando digo, sem fim, digo também sem finalidade, propósito – os últimos dias na internet provam o quanto nós ainda dependemos de conhecimentos que não considerados “úteis”.

Meu texto pretende ser curto, apenas a título de esclarecimento. Roland Barthes, José Luiz Fiorin e outros linguistas e estudiosos têm textos brilhantes sobre como a linguagem é carregada de ideologia.

Não há fuga: dizer é se posicionar. Portanto, as aulas de português, literatura e redação não podem ser excluídas ou reduzidas no currículo escolar sem prejudicar o pensamento crítico dos estudantes.

Não há como negar que o estudo da literatura do século XIX esclarece a posição da mulher, do negro e do aristocrata, embora a literatura ainda seja vista por alunos (e professores) como um estudo “sem utilidade”.

Se lessem as tirinhas de Mafalda além do pretexto da análise sintática, veriam que uma menina não deveria ser capaz de afrontar tanto o mundo rígido dos adultos.

Se escrevessem para alguém além da persona corretora e das personas das redes sociais; se discutissem temas polêmicos para entender a polêmica,  e não simplesmente para selecionar clichês como tópico frasal, saberiam, então que uma redação sobre violência contra a mulher é uma prova de que dizer, escrever e falar ainda incomoda muita gente. Mas dessa vez, os incomodados não poderão se mudar, ou melhor: ficarem mudos.

Como diria Roland Barthes: “A língua é fascista!”

#VamosContinuarFalando #VamosContinuarEscrevendo #IncomodadosNãoPodemFicarMudos

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4 motivos pelos quais MACHISTAS NÃO PASSARÃO no Enem!

Depois que o primeiro estudante saiu da prova de domingo do ENEM e todos soubemos do tema da redação deste ano, houve festa entre as feministas e questionamento entre os reacionários. O tema de redação do ENEM 2015 era: “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. De repente, a frase “Machistas não passarão” encheu-se de mais um sentido!

Afinal, se a redação é um espaço em que o estudante tem oportunidade de mostrar sua opinião e habilidade de escrita, então, mesmo que o aluno tenha ideias conservadoras (ou podemos dizer: absurdas?) a respeito dos direitos das mulheres, ele pode ganhar uma nota alta por mostrar força de argumentação e linguagem formal, não?

NÃÃÃÃO!!!!!! HAHAHAHAHAHAHAHAHA

1- Desrespeito aos direitos humanos é digno de ZERO, segundo o Edital.

O estudante pode ganhar ZERO caso fique claro que sua redação desrespeitou os direitos humanos. Consta no item 14.9 do edital todas as situações que podem atribuir zero à redação, entre elas:

“14.9.4 que apresente impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, bem como que desrespeite os direitos humanos, que será considerada “Anulada”; e…

Ainda assim, existem os que defendem que suas ideias não são machistas. São apenas de um ponto de vista diferenciado…e que um corretor do ENEM não pode zerar uma redação por “não concordar” com a banca.

2- O tema NÃO propunha um dilema ético para se concordar ou não.

Veja bem: o tema deste ano não propunha um dilema ético. A reflexão para sua argumentação não deveria se basear na escolha de concordar ou não concordar. Simplesmente pelo fato de que não há brechas para discordar de que a violência contra a mulher é um atraso, um erro e precisa ser combatida.

Uma redação inteligente e construída com base nos direitos humanos não deveria argumentar NADA MENOS que o total apoio a políticas de afirmação e defesa da liberdade das mulheres e do avanço feminista. Pois tudo que passa disso não seria “a sua opinião”, seria um absurdo violador dos direitos humanos e uma péssima compreensão da proposta.

3- As universidades não querem alunos machistas.

Além disso, quando o Exame propõe uma reflexão para o estudante elaborar uma dissertação argumentativa, o INEP está dando a você a oportunidade de se mostrar um estudante com perfil para uma das universidades do país. Isso significa que o estudante que faz o Enem é o próximo professor, engenheiro, artista, médico, advogado. As universidades querem alunos sensatos e que construam um país melhor. Ideias retrógradas não constroem um país melhor.

4- Se suas ideias são duvidosas, você pode ser penalizado em pelo menos TRÊS dos critérios de correção.

Se um estudante acha que suas ideias não são muuuito machistas, então, provavelmente, ele deverá ter cuidado para que sua argumentação não tenha ficado fraca e instável. O que o levaria a perder pontos em tema e coerência.

Se a argumentação é forte e a opinião tem apenas tendência ao machismo, ele pode ser penalizado, sim. O critério de correção que inclui os direitos humanos como baliza mais explicitamente é o critério V (ou competência V): “Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.” Entretanto, o exame é todo construído com base no respeito a esses direitos.

Pelo menos três competências podem ser afetadas se houver machismo, ou tendência a, na redação: Atendimento ao Tema, Coerência e Proposta de intervenção.

No atendimento ao tema, competência II, se o aluno escreve algo como “mas a mulher também precisa se respeitar…”, a banca pode, sim, interpretar isso como um tangenciamento do tema, pois o estudante está saindo do eixo violência contra a mulher, em que ela, e somente ela, é a vítima.

Na coerência, competência III, a seleção de argumentos em defesa de um ponto de vista deve ser coerente não só com o texto, mas também ser coerente com o mundo. Não basta inventar um mundo onde mulheres precisam vestir saias mais longas e assim acabar com a cultura do estupro, porque isso NÃO é sensato! Não é coerente com a sociedade em que vivemos, pois a violência contra a mulher não é algo que veio com as minissaias.

A opressão contra a mulher na sociedade brasileira e em todas as sociedades vem dos pilares da civilização baseada no poder e na opressão, e esperamos que venha acabar algum dia. Quando os pilares da civilização forem justiça, igualdade e educação para todos!

Que o ENEM prossiga no caminho de incluir, apesar de hoje estar a serviço de um ensino superior ainda elitista e segregador.

Beijos!  #MachistasNãoPassarão #RacistasNãoPassarão #EscrevaMelhor #Enem

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REDAÇÃO DO ENEM: como lidar? – parte 3: O tema/A tipologia textual

Nós vimos nos textos anteriores que a nota do ENEM depende de cinco competências, ou critérios. Portanto, você só ganha nota MIL se atender satisfatoriamente às cinco. A primeira delas diz respeito à norma culta. A segunda trata do TEMA e da ESTRUTURA ARGUMENTATIVA!

II – Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

Este critério é um dos mais abstratos para estudar. Um bom desenvolvimento do tema depende de uma boa interpretação de texto. Para isso, você precisa:

  1. ler com atenção os  textos de apoio e ficar atento às palavras-chave;
  2. hierarquizar informações essenciais e acessórias para não tangenciar o tema;
  3. construir uma argumentação forte, diferenciando-se do senso comum;
  4. ser mais argumentativo que expositivo, ou seja, ter em vista que o objetivo é convencer o leitor;

Quanto melhor for sua habilidade em seguir essas instruções, mais próximo do nível 5 na competência II você vai estar:

Nível 0: “Fuga ao tema/não atendimento à estrutura dissertativo-argumentativa”.

Se você fizer uma redação que mostre total incompatibilidade com o tema, você não ganha zero só na competência II, você ganha zero na redação INTEIRA! Portanto, nada de fazer gracinhas e protestos com poesia sobre os meninos de rua se o tema não for esse.
Nível 1: Apresenta o assunto, tangenciando o tema ou demonstra domínio precário do texto dissertativo-argumentativo, com traços constantes de outros tipos textuais.

Às vezes você se acha um sujeito brilhante, com dom para a escrita e uma visão revolucionária de arte, aí você decide “fugir ao senso comum” apresentando uma redação original, com rimas em certas partes ou uma introdução que conta uma tocante história. Bom, você será penalizado pela sua “originalidade”, que será interpretada como falta de domínio da tipologia dissertativa-argumentativa ou dificuldades de entendimento do tema. Melhor não correr esse risco e fazer o que foi pedido pra fazer.
Nível 2: Desenvolve o tema recorrendo à cópia de trechos dos textos motivadores ou apresenta domínio insuficiente do texto dissertativo-argumentativo, não atendendo à estrutura com proposição, argumentação e conclusão.

O nível 2 é para os estudantes que até tentam fazer um bom texto argumentativo, mas falham em muitos aspectos: copiam ideias já ditas, ou seja, não acrescentam nada ao que já foi apresentado, não têm reflexão; não apresentam tese, argumentação etc. Encaixam-se nesse padrão textos com apenas dois parágrafos, por exemplo.
Nível 3: Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.

O nível 3 é a média. O estudante não copia nada, mas suas ideias também não são originais, não fica muito perceptível a força da tese e dos argumentos. O texto tem de 3 a 4 parágrafos, mas usa clichês como “hoje em dia as pessoas têm menos tempo”.
Nível 4: Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.

Esse nível é para quem consegue fazer um bom texto: sensato, respeitando os direitos humanos, com opinião minimamente original, tese evidente na introdução, no mínimo dois argumentos consistentes e uma conclusão satisfatória!
Nível 5: Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.

Essa aqui é para quem costuma ter uma visão crítica bem elaborada da sociedade e do tema, relacionando várias áreas de conhecimento com originalidade. Além de uma boa estrutura argumentativa. Os parágrafos estão todos organizados em torno de um único argumento, mas não são redundantes. A tese realmente é comprovada pelos argumentos e retomada na conclusão.

É ISSO!

No próximo post,

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REDAÇÃO DO ENEM: como lidar? -parte 2: A norma culta

Nós vimos no texto anterior que a nota do ENEM depende de cinco competências, ou critérios. Portanto, você só ganha nota MIL se atender satisfatoriamente às cinco.

A primeira delas diz respeito à norma culta:

I – Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.

Isso quer dizer que 1/5 da sua nota vai para a adequação de sua escrita às regras gramaticais. Isso inclui atenção a: ortografia, regência, concordância, pontuação, colocação pronominal, vocabulário formal e adequado etc.

Muita gente pensa que vai ganhar zero no exame porque acha que escreve “tudo errado”. No entanto, ao verificar o edital da prova, você verá que há cinco níveis dentro deste mesmo critério:

Nível 0: Demonstra desconhecimento da modalidade escrita formal da língua portuguesa.

Ou seja, mesmo que você escreva “tudo errado”, você não pode ter sua nota zerada por isso, mas, também não deve receber pontuação neste quesito.

Nível 1: Demonstra domínio precário da modalidade escrita formal da língua portuguesa, de forma sistemática, com diversificados e frequentes desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita.

Pessoas que escrevem muitas gírias, escolhem palavras inapropriadas para o contexto do vestibular, ou mesmo para a informação que pretendem passar devem ficar nesse nível 1. Percebam que, ainda assim, este nível é para quem realmente está sem noção nenhuma de como escrever com “diversificados e frequentes desvios” . Exemplo: “Mas geral sabe que nada como uma boa cervejinha no fim de semana, né? Porisso, acho que o salário mínimo deve ser suficiente para cubrir dessas dispezas.”

Nível 2: Demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita.

O nível 2 pode ser para o indivíduo que cometeu muitas vezes os mesmos desvios, ou seja, escreveu três palavras com a ortografia errada e repetiu essas palavras ao longo do texto, usou mais de uma vez vocabulário inapropriado, errou o uso de crase algumas vezes no texto etc. Entretanto, não está COMPLETAMENTE fora da modalidade padrão. Exemplo: “É preciso dar boa educação à todos os brasileiros, sem esceção.”

Nível 3: Demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita.

O nível 3 é para quem tem poucos desvios gramaticais, mas alguns problemas com a escolha das palavras. Às vezes, usa um vocabulário informal ou uma palavra que não seja apropriada para o sentido que quer passar. Nesses casos, o corretor percebe que falta leitura crítica ao estudante, pois, apesar de conhecer razoavelmente as regras gramaticais e ter um vocabulário mais ampliado que o estudante do nível 2, entretanto, não sabe usar tal conhecimento da melhor maneira. Exemplo: “A política nunca foi encarada como trivial. Nunca houveram questões muito importantes para os brasileiros além de futebol.”

Nível 4: Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. 

O nível 4 é para quem tem poucas inadequações gramaticais e de ortografia. Não comete erros graves como vírgula entre sujeito e predicado, mas tem alguns probleminhas com crase ou regência de verbos com mais de uma transitividade. Exemplo: “O desvio do dinheiro público implica num grande rombo no orçamento para a educação, sempre preterida entre as prioridades do governo.”

Nível 5: Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência.

O nível 5 é o nível de excelência! Para ganhar nota máxima no quesito modalidade culta, seus erros devem ser interpretados como “coisa do nervosismo”. Portanto, se você pôs uma vírgula entre o verbo e seu complemento uma vez na redação, e não mais, o corretor vai avaliar isso como uma exceção no seu texto (que deve estar perfeitamente construído). Exemplo: “É comum nos perguntarmos por que a educação não é uma prioridade do governo. Uma das primeiras respostas é que a educação é um investimento a longo prazo.”

O cálculo de proporção é que um estudante que ganhe nível 5 na competência I já tenha 200 pontos garantidos na sua prova de redação.

Espero que esse seja seu caso!!! 🙂

Quanto aos exemplos, no próximo post eu comento cada um deles.

Beijos!

#EscrevaMelhor #NotaMILnoEnem

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REDAÇÃO DO ENEM: como lidar? – parte 1

Faltam 14 dias para o ENEM!!!

Isso significa que temos DUAS semanas para entendermos um pouco mais a respeito de como funciona a banca do Exame Nacional do Ensino Médio.

“PRA QUÊ ENTENDER A BANCA? NÃO SERIA MELHOR DAR DICAS PARA A REDAÇÃO PERFEITA?”

Compreender o que se espera do estudante numa redação é importante para você que já assistiu a muitas aulas de produção textual e já ouviu muitas dicas, mas continua tirando notas baixas ou medianas.

Muitos alunos não atentam para a grade de correção, portanto, apesar de praticarem muito, não vão melhorar de nota enquanto não entenderem o que não está funcionando no seu texto. Isso só é possível quando se conhece os critérios de correção da sua produção textual.

ENTENDENDO A GRADE DE CORREÇÃO DO ENEM:

De acordo com o edital do ENEM 2015, a correção é

“baseada nas cinco competências da Matriz de Referência para Redação, a proposta da Redação do Enem é elaborada de forma a possibilitar que os participantes, a partir de uma situação-problema e de subsídios oferecidos, realizem uma reflexão escrita sobre um tema de ordem política, social ou cultural, produzindo um texto dissertativo-argumentativo em prosa.”

Explicando melhor:

1- Haverá uma situação polêmica de ordem social, política e cultural;

A situação polêmica que servirá de tema para a redação é imprevisível. Podemos entender que é um tema atual, relevante e que envolve toda a sociedade, mas NÃO HÁ COMO PREVER (de maneira legal) o tema. Por isso é tão importante que você leia jornais, revistas e textos de todo o tipo. Uma pessoa bem informada e atualizada sobre as questões sociais não terá problemas em dissertar razoavelmente sobre qualquer tema, pois, ainda que não seja especialista no assunto escolhido, ela terá algo sensato a dizer.

2- Haverá cinco critérios, e eles irão definir a sua pontuação final;

Para você ganhar MIL na redação, você precisará atender com excelência às cinco competências da prova. São elas:

I- Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;

II- Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

III- Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

IV- Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 

V- Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Ao longo desses dias, estarei especificando o que exatamente quer dizer cada uma dessas cinco competências. Vamos fazer uns exercícios e ver exemplos de erros e acertos de outras redações.

Se você vai fazer a prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias no dia 25 de outubro 2015, não pode perder!

Beijos!

#1000noEnem #DicasDaLaíza #EscrevaMelhor

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Questões comentadas do ENEM

Oi, gente!

Hoje eu vou comentar com vocês duas questões do ENEM.

Essas foram questões do ENEM 2009, caderno azul, 2º dia de prova. O modelo atual da prova Enem começou a ser aplicado nesse ano. Os conteúdos de Língua Estrangeira, Literatura, Gramática, Interpretação de Textos e até de Educação Física ficam divididos na prova de Linguagens, códigos e suas tecnologias em 45 questões e uma redação.

Percebe-se que a prova não pede a classificação das orações, não exige que o aluno decore conceitos; no entanto, para responder às questões, o estudante que não entender a função de orações subordinadas adverbiais condicionais e temporais, poderá se confundir na primeira questão.

Textos para as questões 96 e 97

questão 96 97

Questão 96

Os principais recursos utilizados para envolvimento e adesão do leitor à campanha institucional incluem

a) o emprego de enumeração de itens e apresentação de títulos expressivos

b) o uso de orações subordinadas condicionais e temporais.

c) o emprego de pronomes como “você” e “sua” e o uso do imperativo.

d) a construção de figuras metafóricas e o uso de repetição.

e) o fornecimento de número de telefone gratuito para contato.

Questão 97

O texto tem o objetivo de solucionar um problema social,

a) descrevendo a situação do país em relação à gripe suína.

b) alertando a população para o risco de morte pela Influenza A.

c) informando a população sobre a iminência de uma pandemia de Influenza A.

d) orientando a população sobre os sintomas da gripe suína e procedimentos para evitar a contaminação.

e) convocando toda a população para se submeter a exames de detecção da gripe suína.

Comentários:

Questão 96

O envolvimento do leitor se dá através dos pronomes pessoais referentes à 2ª pessoa (“você”) e o “sua”, referente ao você.

Perceba que no enunciado, pede-se “os principais recursos”. Logo, os títulos expressivos, o telefone gratuito para contato e o uso da repetição podem até colaborar para chamar a atenção do leitor. Mas o “envolvimento e adesão” só pode se dar se ele for chamado para o texto, o que só acontece com o pronome de tratamento “você”, o possessivo “sua” e o modo imperativo, modo de interlocução por excelência. Logo, a resposta correta é a C.

O uso de orações subordinadas condicionais e temporais só serve para modalizar as informações, dizer quando ou em que situações as coisas podem ocorrer.

Questão 97

Na questão 97, o estudante deveria ficar atento ao fato de que o texto do Ministério da Saúde deveria ser informativo e orientador da população. Em nenhum momento do texto, há “alerta” para risco de morte, citação de “pandemia” ou “exames de detecção”.

O texto é dividido em duas partes: uma que lista os sintomas e orienta a ligar para um disque epidemiologia e a outra que ensina a prevenção. Logo, a resposta mais adequada era D.